Evoluímos, mas ainda precisamos evoluir muito mais!

Nunca se falou tanto sobre violência contra a mulher. Assédio deixou de ser ‘engraçadinho’ e virou crime. Evoluímos. Mas ainda há um loooongo caminho pela frente… Por que estou escrevendo isso?

Acho que ainda está para nascer uma mulher que nunca tenha passado por algum tipo de violência física, sexual ou mesmo verbal, de caráter moral/psicológica. Eu mesma já passei por várias situações bastantes desagradáveis em diferentes níveis. E digo; não é legal!!!

Acredito que nem sempre as pessoas fazem esse tipo de coisa ‘por mal’ mas porque realmente não têm consciência do mal que estão fazendo de fato. Às vezes até chegam a pensar que estão agradando. Oi? Pois é…

Pois bem, enquanto houver qualquer tipo de ‘confusão’ nesse sentido, é sinal de que é preciso sim continuar falando sobre isso. Vale para meninos e para meninas também.

Foto em PB porque o assunto é sério. Crédito: Leandro Ramos.

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Todos vamos envelhecer

Mais certo que isso, só a morte. De fato, essas são as duas opções que temos: envelhecer ou morrer antes. Falando assim, até parece que é fácil, né? Mas sabemos que não é bem assim, não é naaaaada assim!

Tem a questão da vaidade: quem gosta de ver a pele que antes era lisinha perder o viço e começar a ganhar as temidas rugas ou ‘marcas de expressão’? Os cabelos brancos? A queda de cabelos?? Ahhhh!!! Sim, confesso que bate um certo desespero só de pensar… Aí corremos para os suplementos, cremes, procedimentos estéticos e tudo mais que possa disfarçar ou retardar esses sinais do tempo. Resolver meeesmo não resolve, mas ajuda bastante! Ufa! Que bom que temos essas opções.

Tem também a questão da dependência – essa eu acho que é ainda mais difícil – como abrir mão de fazer coisas que sempre fizemos e pior: passar a depender de outros para fazer coisas tão simples como ir ao banheiro??? Dirigir, andar de bicicleta, jogar futebol… São coisas que vão ficando cada vez mais distantes… Pqp!!! Como aceitar tudo isso? O que eu estava dizendo mesmo? Ah, sim! Tem a questão da memória também, que começa a falhar. E de repente crianças de 5 anos começam a dar de 10 a zero no manuseio de eletrônicos que parecem tão simples mas, ao mesmo tempo, difíceis de entender. É, não é nada fácil…

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Envelhecer nem sempre é fácil

A expectativa de vida das pessoas está aumentando. Um brasileiro que nasce hoje pode esperar viver até os 75,8 anos, 30 a mais do que nos anos 40. Quem cuida da saúde e cultiva bons hábitos, com certa facilidade pode chegar aos 80 ou até mais. O que isso significa? Primeiro: que estamos vivendo mais. Sim, genial! 😛 Segundo: que estamos passando mais tempo  na tal terceira idade. Assim sendo, pela lógica, deveríamos aprender a conviver com ela para podermos chama-la, de fato, de ‘a melhor idade’. Na prática, porém, não é bem assim.

Fui assistir com meu pai o musical “Forever Young”, dirigido pelo fantástico Jarbas Homem de Mello, que expõe muito bem esta questão. A peça se passa numa casa de retiro para artistas onde seis idosos se transformam em verdadeiros astros ao relembrarem os gloriosos tempos de rock’n’roll que os remete à juventude. É como se momentaneamente as limitações físicas ficassem pequenas perto da alegria e vivacidade que vêm junto com os vozeirões dos atores/cantores. Por outro lado, a enfermeira responsável só os faz pensar em doenças, limitações, na morte, no fim. E desses estímulos negativos não sai nenhuma resposta positiva – como se pode imaginar – os idosos ficam mal-humorados, apáticos, deprimidos.

O espetáculo propõe esta reflexão: como lidar com a velhice? Nossa e das pessoas ao nosso redor? Mais do que propor uma resposta universal, fica clara a necessidade de se debater sobre o assunto. Até porque, se em 20, 30 ou 40 anos nós não estivermos vivenciando  isso na pele, é porque não estaremos vivenciando mais nada, se é que vocês me entendem :/.

Selecionei alguns pontos da bela mensagem sobre a vida apresentada ao final  do espetáculos, após os aplausos:

– Todos vamos envelhecer (que dá título a esse post)

– A vida não permite ensaios. Ela é um plano sequência em uma única tomada: não a desperdice!

– Pense no agora!

– Não deixe nada nem ninguém amargar a sua vida.

Abaixo segue o vídeo com a mensagem completa, é só clicar para assistir:

(IN)congruências nossas de cada dia

Recentemente entrevistei uma renomada coach sobre a descrença política que atinge grande parte dos brasileiros. Ela falou sobre a falta de congruência de muitos políticos e que isso abala diretamente sua credibilidade. Mas o que seria essa tal congruência? Segundo ela, o pensar, falar e agir devem estar alinhados, isso é ser congruente. E qualquer coisa que fuja a esta lógica é capaz de abalar essa credibilidade.

Eu acrescentaria ainda o sentir, pois acho que tem certas coisas que a gente simplesmente sente, sem refletir muito sobre o assunto. Acho que grande parte dos problemas começa justamente aí. Tem muita coisa que a gente sente e, quando começa a pensar muito sobre o assunto, chega à conclusão de que aquilo que sentimos não é certo ou é diferente do que imaginamos de como deveria ser. E assim começamos a ser incongruentes com nós mesmos.

Esse tipo de situação pode não gerar um atrito com as outras pessoas, que talvez nem percebam essa batalha interior, mas certamente traz consequências avassaladoras para nós mesmos, principalmente se essas incongruências se tornam constantes. Quem aguenta ficar o tempo todo engolindo sapo? Será que foi daí que veio a expressão? Bem possível, afinal, quando isso acontece, a sensação é de estar com a garganta entalada mesmo…

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Campanha ‘Chega de engolir sapo’ da Fiesp

O que me pergunto é: se não faz bem abafar os nossos sentimentos, por que então fazemos tanto isso? Será que estamos tão preocupados em seguirmos normas e condutas sociais que esquecemos de seguir aquela que é a mais importante de todas as regras? A nossa essência??? E quais as consequências disso?

Assim como a Lurdinha Machado (a coach sensacional que mencionei acima), acredito que a congruência é fundamental para a credibilidade. Mais ainda: acho que é essencial para a paz de espírito. Afinal, não dá pra se sentir bem com a garganta engasgada, né?

Segunda-feira eu começo!

Quem nunca falou isso? Chega quarta, quinta-feira.. E quando surge uma nova atividade, ao invés de fazê-la imediatamente, deixamos para… Segunda-feira! Às vezes acontece de um dia pro outro. Chega 15h, 16h… E o que aparece depois disso, fica para o dia seguinte.

Existe aquele ditado: “não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”. E tem também aquele outro: “não deixe para amanhã o que você pode deixar pra lá”… Mas não tem nenhum que diga: Se tiver que fazer alguma coisa, simplesmente faça! O que seria o mais óbvio, concordam comigo?

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Slogan da Nike: Just do it – Apenas faça! 😉

Por que temos essa mania de postergar as coisas? Por que essa dificuldade de partir para a ação? Será que lá no fundo queremos acreditar que algo vai acontecer nesse meio tempo que torne desnecessário o início dessa coisa nova? Ou que as coisas vão se resolver sozinhas? Ou ainda: será que somos tolos a ponto de querer ganhar tempo para pensar em novas possibilidades para ganhar mais tempo? Oi??? Tá confuso isso hein!

Pode ser o início da academia… O início da dieta… O início de um novo treino… O início de um trabalho novo… Qualquer coisa nova, que nos obrigue a sair da nossa zona de conforto. Sair da zona de conforto é essencial se queremos evoluir.

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Para crescer, a lagosta precisa mudar de casca, sabia disso?

Esses dias, vi um vídeo sobre lagostas que dizia assim: “a lagosta é um animal mole com uma casca dura, que não se expande. Cada vez que a lagosta cresce, ela se sente desconfortável, sob pressão. Então, ela se esconde dos predadores debaixo de pedras, se livra da casca antiga e permanece ali até criar uma nova casca”. Moral da história: para crescer, você precisa obrigatoriamente passar por um período de desconforto e romper com antigos padrões e crenças que podem estar te limitando.

Assim como essa mania de ‘deixar para amanhã’…  ou ‘deixar para segunda-feira’…  Já pensou quanta coisa você já deixou de fazer nesse tempo? Quantas  ‘cascas’  você já deixou de trocar? Se você quer uma coisa, não é mais fácil simplesmente fazer o que deve ser feito para conseguir essa coisa? O quanto antes? Que tal hoje? Ou vai deixar para a próxima segunda?

A vida nos dá o que a gente precisa, não o que a gente quer

Quem me disse isso foi a Clarissa, minha colega na TV. O assunto começou nas nossas mães, dizíamos que elas fazem coisas diferentes das que a gente gostaria que elas fizessem. Aí a Clarissa me disse: “as mães sabem do que os filhos precisam”. Daí pra constatação filosófica do título foi um pulo! Rsrs..
Fiquei pensando nisso.. Será??? Estamos sempre querendo alguma coisa. Coisas acontecem com a gente o tempo todo. E nem sempre o que acontece com a gente é o que a gente quer. Como lidamos com isso em geral? Ficamos tristes, desapontados, pensando naquilo que gostaríamos de ter… E muitas vezes não valorizamos as coisas que temos, por menores que sejam ou pareçam ser.
E se fizéssemos diferente? Coisas novas, como o próprio nome diz, são novas! Diferente daquilo que temos. Pode não ser o que gostaríamos ou imaginávamos. Mas talvez seja exatamente o que precisamos naquele momento.

Pessoas e tragédias

Acordei hoje com a notícia de um prédio que havia implodido no centro de São Paulo. Como jornalista, a primeira coisa que pensei foi: se eu estivesse trabalhando em outra emissora, muito provavelmente estaria lá acompanhando de perto o trabalho dos bombeiros. Mas estou trabalhando com TV, fazendo o que amo e com o luxo de poder desfrutar de um feriado. Ok, vou parar por aqui porque já está virando post ostentação e não é esta minha intenção.

Fato é que, enquanto acompanhava a cobertura sobre a implosão do histórico prédio do centro da capital paulista, com enorme repercussão, comecei a pensar sobre o porquê de tanto destaque a uma notícia assim. Por favor, não me entendam mal, compreendo a relevância e o impacto de um evento assim, desde a dor das famílias que ficaram desabrigadas, a angústia em relação aos desaparecidos, os impactos sobre o trânsito do entorno e por aí vai… Mas neste momento, não consigo não pensar na questão jornalismo versus sensacionalismo, que ainda custo a entender.

Lembrei de várias tragédias que acompanhei como repórter, incluindo a explosão do avião da Tam em 2007, e muitos, muitos incêndios. Parece um tanto mórbido, mas os incêndios, de certa forma, fazem a ‘alegria’ das redações jornalísticas. “É só ter incêndio que as pessoas param na frente da TV” me disseram uma vez. E é verdade. Tão verdade que, hoje, em São Paulo, o programa de um ícone da TV brasileira não foi transmitido em função da cobertura especial sobre o o incêndio.

Como jornalista, entendo a relevância do fato. Como empresa, entendo a ‘briga’ por audiência. Como ser humano, no entanto, não consigo entender essa fixação por tragédias. A muito custo, contrariando a essência de jornalista, de querer acompanhar cada detalhe e saber exatamente o que está acontecendo no olho do furacão, desliguei a TV.

Pensei em uma missionária que minha amiga conheceu no aeroporto que estava indo para Uganda levar mantimentos aos refugiados. Pensei na minha professora de dança que, de tempos em tempos, passa a tarde num asilo, leva artigos de higiene e, principalmente, amor aos velhinhos. Pensei na babá do meu gato que participa todos os meses de uma campanha de castração. Fiquei com vontade de contar essas histórias. Talvez não dê tanto ibope, mas acredito que esta é uma forma de inspirar outras pessoas e plantar a sementinha do bem.  Se é a fé que alimenta nossa alma, acho que é de boas histórias que precisamos para nos alimentar.

Falando em boas histórias, lembrei desta matéria que fiz para o SBT-RS sobre o trabalho dos Socorristas Voluntários nas estradas. Para assistir, é só clicar no play: