Todos vamos envelhecer

Mais certo que isso, só a morte. De fato, essas são as duas opções que temos: envelhecer ou morrer antes. Falando assim, até parece que é fácil, né? Mas sabemos que não é bem assim, não é naaaaada assim!

Tem a questão da vaidade: quem gosta de ver a pele que antes era lisinha perder o viço e começar a ganhar as temidas rugas ou ‘marcas de expressão’? Os cabelos brancos? A queda de cabelos?? Ahhhh!!! Sim, confesso que bate um certo desespero só de pensar… Aí corremos para os suplementos, cremes, procedimentos estéticos e tudo mais que possa disfarçar ou retardar esses sinais do tempo. Resolver meeesmo não resolve, mas ajuda bastante! Ufa! Que bom que temos essas opções.

Tem também a questão da dependência – essa eu acho que é ainda mais difícil – como abrir mão de fazer coisas que sempre fizemos e pior: passar a depender de outros para fazer coisas tão simples como ir ao banheiro??? Dirigir, andar de bicicleta, jogar futebol… São coisas que vão ficando cada vez mais distantes… Pqp!!! Como aceitar tudo isso? O que eu estava dizendo mesmo? Ah, sim! Tem a questão da memória também, que começa a falhar. E de repente crianças de 5 anos começam a dar de 10 a zero no manuseio de eletrônicos que parecem tão simples mas, ao mesmo tempo, difíceis de entender. É, não é nada fácil…

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Envelhecer nem sempre é fácil

A expectativa de vida das pessoas está aumentando. Um brasileiro que nasce hoje pode esperar viver até os 75,8 anos, 30 a mais do que nos anos 40. Quem cuida da saúde e cultiva bons hábitos, com certa facilidade pode chegar aos 80 ou até mais. O que isso significa? Primeiro: que estamos vivendo mais. Sim, genial! 😛 Segundo: que estamos passando mais tempo  na tal terceira idade. Assim sendo, pela lógica, deveríamos aprender a conviver com ela para podermos chama-la, de fato, de ‘a melhor idade’. Na prática, porém, não é bem assim.

Fui assistir com meu pai o musical “Forever Young”, dirigido pelo fantástico Jarbas Homem de Mello, que expõe muito bem esta questão. A peça se passa numa casa de retiro para artistas onde seis idosos se transformam em verdadeiros astros ao relembrarem os gloriosos tempos de rock’n’roll que os remete à juventude. É como se momentaneamente as limitações físicas ficassem pequenas perto da alegria e vivacidade que vêm junto com os vozeirões dos atores/cantores. Por outro lado, a enfermeira responsável só os faz pensar em doenças, limitações, na morte, no fim. E desses estímulos negativos não sai nenhuma resposta positiva – como se pode imaginar – os idosos ficam mal-humorados, apáticos, deprimidos.

O espetáculo propõe esta reflexão: como lidar com a velhice? Nossa e das pessoas ao nosso redor? Mais do que propor uma resposta universal, fica clara a necessidade de se debater sobre o assunto. Até porque, se em 20, 30 ou 40 anos nós não estivermos vivenciando  isso na pele, é porque não estaremos vivenciando mais nada, se é que vocês me entendem :/.

Selecionei alguns pontos da bela mensagem sobre a vida apresentada ao final  do espetáculos, após os aplausos:

– Todos vamos envelhecer (que dá título a esse post)

– A vida não permite ensaios. Ela é um plano sequência em uma única tomada: não a desperdice!

– Pense no agora!

– Não deixe nada nem ninguém amargar a sua vida.

Abaixo segue o vídeo com a mensagem completa, é só clicar para assistir: