Ser mulher – uma transformação em andamento

Faz algum tempo que a mulher passou a ocupar apenas o papel secundário. Já temos excelentes protagonistas fazendo história nas mais diferentes áreas. Inclusive no futebol! Pensando a nível Brasil, um país extremamente machista, chega a ser irônico pensar que nosso maior nome no esporte seja o de uma mulher: Marta, eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo. Até hoje, nenhum homem foi capaz de tal feito.

Marta recebendo o prêmio de melhor jogadora do mundo pela sexta vez.

Ironia maior, no entanto, é o que acontece no dia a dia. Não vou nem entrar na questão das disparidades absurdas em relação a salários e oportunidades profissionais no esporte para homens e mulheres porque só isso renderia um texto por si só. Vou focar na cultura (machista sim) enraizada que está por trás disso tudo e que começa cedo, desde a formação da criança.

Na escola, na hora da educação física, adivinha o que acontece? Para eles, futebol, lógico! Para elas, vôlei. Espero que isso já tenha mudado, mas quando eu estava no colégio era assim. Em casa? Ainda são poucos os pais (mães inclusas) que incentivam as filhas a jogarem futebol. Não estou dizendo aqui que todas as meninas devem ou deveriam jogar futebol, mas que ele deveria sim ser apresentado como opção de esporte/atividade física para as meninas da mesma forma que acontece com os meninos.

O futebol, no entanto, é apenas um exemplo bastante oportuno, já que nossas duas seleções estão em campo e permitem certas comparações. O Brasil – futebol masculino – disputa a Copa América. O Brasil – futebol feminino – compete na Copa do Mundo, que já é histórica diga-se de passagem! Pela primeira vez no país, a Copa do Mundo de futebol feminino tem transmissão televisiva e ampla cobertura da mídia. E não só isso: a seleção feminina ganhou uniforme exclusivo (aleluia!) e até álbum de figurinhas. Nada mais justo. Estamos, enfim, evoluindo… Antes tarde do que mais tarde.

Mulheres comentando futebol… Mulheres narrando futebol… Comerciais de camisinha com igual teor apelativo em relação ao prazer feminino e masculino (sim, acabou de passar na TV e resolvi aproveitar o gancho) comprovam que estamos num momento de transformação. E, como todo processo transitório, é doloroso… É difícil ir contra o status quo, nadar contra a corrente, propor uma nova visão… Mas extremamente necessário para que esta visão deixe de ser apenas uma visão e se torne realidade. Seguiremos firmes e fortes nessa luta dentro e fora de campo!

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