Aplicativos de paquera podem ajudar, mas não substituem o olho no olho.

Cuidado para não tinderizar a vida e perder as borboletas no estômago

Os aplicativos de relacionamento vieram pra ficar. Numa realidade em que estamos cada vez mais conectados com o mundo através da tela do computador ou celular e menos antenados com o que acontece à nossa volta, chega a ser natural também apelar para a tecnologia na hora de se relacionar.

Este novo modelo ainda parece apresentar uma série de outras vantagens. A primeira delas, a economia do tempo, essa preciosidade que é mais valorizada a cada dia. Afinal, você pode ‘conhecer’ e falar com diversas pessoas ao mesmo tempo dos mais diferentes lugares sem nem precisar sair de casa. Otimização maior que essa não há.

Tatiana-20180215-65
Estar com várias pessoas e ninguém ao mesmo tempo…

Tem a questão do descarte facilitado também: nada de ligações prolongadas ou conversas recheadas de choro, drama e desgaste emocional, afinal, já bastam todos os outros problemas… Não quer mais? É só não responder mais as mensagens ou, em casos extremos, deletar ou bloquear o contatinho.

Ah! Outra grande vantagem são os filtros: dá pra escolher por idade, cor de cabelo, olhos, altura, gostos, onde mora e até preferências alimentares e musicais… Incrível! Parece o cupido perfeito. É, parece… E até pode mesmo vir a ser em alguns casos, mas não é o que geralmente acontece.

Somos seres humanos, com sentimentos e emoções. Isso, até hoje, mesmo após muitas tentativas, máquina nenhuma conseguiu reproduzir. E é justamente o sentimento que faz o relacionamento ser, de fato, verdadeiro. O sentimento não escolhe cor de pele, cabelo, profissão ou localização geográfica. Ele simplesmente acontece. O algoritmo do amor parece ser ainda mais complexo que o das redes sociais.

Por sua vez, o aplicativo de paquera é incapaz de reproduzir o brilho do olho da pessoa que aparece na foto, o cheiro, o jeito que fala e gesticula. Quer uma companhia para uma noite? Ok, vá lá… Abra o cardápio e escolha sua preferência. Mass lembre-se que, para sentir friozinho na barriga e ver passarinho verde, não dá para estar com os olhos vidrados na tela do celular. É preciso olhar para os lados, ou melhor: no olho do outro. Ufa! Ainda somos humanos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s