Amar é… Não precisar, mas querer estar com a pessoa amada

Sempre fui contra a ideia da ‘tampa da panela’ ou ‘a outra metade da laranja’. Para mim, num relacionamento, são duas laranjas inteiras que, juntas, fazem um suco maravilhoso! Se não for assim, pode ser carência, dependência, solidão ou qualquer outra coisa, menos amor.

Por que será que insistem tanto na ideia de que precisamos de alguém que nos complete? Afinal, não somos seres perfeitos criados à imagem de Deus? Desta forma, como poderíamos ser incompletos? Até porque, com exceção dos irmãos gêmeos, nascemos sozinhos né? E sozinhos também vivemos todas as experiências que fazem de nós seres únicos. E completos na sua essência.

laranjas
Relacionamento bom é aquele em que duas laranjas inteiras fazem juntas um suco maravilhoso!

Por que insistir nessa ideia de que, num relacionamento, a outra pessoa vai nos completar?

Talvez já tenha sido assim… Antigamente, por exemplo, quando as mulheres não podiam trabalhar, dependiam financeiramente do marido para sobreviver. Os homens, por sua vez, mal sabiam fritar um ovo (ok, alguns muitos até hoje não sabem) e dependiam das mulheres para ter comida em casa e as tarefas domésticas concluídas.

As coisas mudaram – graças a Deus! Hoje as mulheres não precisam mais que um homem pague suas contas e os homens, por sua vez, já estão se virando melhor na cozinha (em último caso, tem o micro-ondas). Acontece também o contrário: mulheres muito bem sucedidas financeiramente e homens optando por cuidar das tarefas domésticas. Claro, estou falando em estereótipos, mas chamo atenção aqui para o fato de que a questão ‘sobrevivência’ não é mais um fator determinante para se relacionar.

Ok, tem a tal da carência e solidão também, que vem crescendo cada vez mais com os avanços tecnológicos. Quem aguenta ‘falar com máquinas’ o tempo todo? Somos seres sociáveis e precisamos sim da companhia de outras pessoas. Eis que os aplicativos de relacionamento surgiram para resolver com apenas um clique este problema – ainda que de forma momentânea.

Tem pessoas que se relacionam por status ou porque decidem que chegou o momento de construir uma família. Em ambos os casos, o outro entra para suprir uma carência ou necessidade. E talvez aqui a teoria da ‘metade da laranja’ ainda se encaixe bem. Pode virar amor? Pode. Mas está mais para transação comercial.

Acredito que o amor seja mais que isso. É saber que não precisamos da outra pessoa, mas queremos estar com ela. É se sentir bem sozinho, mas melhor com a outra pessoa. Tipo feijão com arroz, sabe? Duas coisas distintas, que podem muito bem funcionar sozinhas ou com outros acompanhamentos, mas que, juntas, são imbatíveis.

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